Todas as vezes que tento me convencer do contrário sobre algo que já está resolvido para mim, me pego em uma situação desesperadora: continuo a encarar a verdade sob a máscara da mentira e da conveniência. Mas eu não sou hipócrita, nunca fui. Por este motivo, ficar à mercê de um destino cretino, cheio de falsidades, fragilidades e inseguranças, não será opção viável, não é a opção que faço. O que escolho é ser feliz e livre, como devo ser, como é para ser - tomar grandes goles de determinação e fazer a coisa certa.
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Pequena coletânea de dicas:
O bom é ficar assim, tranquilo, confiar em quem realmente é confiável - olhar para si e saber que não há mentiras, omissões e outros tipos de lagartos asquerosos que não farão parte do meu jardim.
A liberdade é o melhor remédio para problemas com passarinhos selvagens engaiolados: eu abro as portas que os privam de voar. Eu abro as janelas que estavam fechadas: todos os poros estão escancarados, os cravos e espinhas saem naturalmente da pele de quem está ensebado, de quem enseba e enrola, de quem demora e não age, de quem tem medo e cala, de quem tenta e volta atrás, de quem está farto e já chega.
Olho e não vejo nada. Melhor solução: tirar as vendas que eu mesmo coloquei em mim. Tirar essa dor materializada em pedaços de pano que me cobrem a cara e o pensamento, o corpo e o movimento, os móveis e a sala. Afastar as coisas que não quero, angariar fundos para um futuro confortável e certo.


