Dos sonhos pirralhos, das coisas que nunca serão. De uma coisa batida e suja, esmurrada e medíocre, de olhos mentirosos e reputação maldita. Por que insistir?
Das maravilhas da utopia, que deveria ficar na privada, e dos sentimentos que jamais por completo eu deixo. Dados: 90% das esquisitices da vida e do comportamento advêm de um canal próprio, cheio de tubulações e buracos antigos, deixados por marcas secretas (antes, jamais e nunca reveladas). Daí, corroboro: o que o raciocínio completa (o não), não se enquadra na expectativa dos sonhos pirralhos e das coisas que nunca/talvez/quase certo/certamente serão.
De juízos complicados e jogadas ininteligíveis entendo eu, aqui o domínio é meu, muito e latente, eterno e infinito. Gosto de ter o controle, mesmo que seja de um lugar em que o reinado só corresponde à imaginação.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Teorias Subjetivistas X Objetivistas
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Humor completamente maldoso para comigo mesmo. Autocomiseração zero, hoje, só hoje, porque é tão absurdo, tão cretino, que merece gargalhadas tipo assim: "RÁ-RÁ-RÁ-RÁ" (bem devagar e com aumento progressivo do tom, por favor, senão a contextualização não fica à altura).
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Marx me diz que sou agente ativo, mas que não sei disso. Ele me sussura descaradamente esse absurdo-conhecimento como quem sopra uma vela, com calma - é quase sensual. Marx assopra no meu rosto as fagulhas de um fogo que posso acender quando souber do meu papel na história (daí vou ser como a mula que acorda de um transe e, de repente, se transforma em lebre).
Agora ele dança: cada vez mais rápido, mas com movimentos cheios de encanto e mistério. Marx dança a música que me diz o que não quero ouvir. Marx me diz mais do que quis me dizer, ele sapateia minha consciência com as mensagens que eu evito, com as mensagens que denunciam um destino quase certo - e eu ignoro as incômodas insinuações.
Porque tem também as teorias objetivistas, que me fazem vítima do mundo que roda e gira e é uma bosta. Daí fico na posição confortável de quem sabe que não precisa se mover, de quem sabe só o que não interessa, sou um alienado da vida, do mundo, de mim, de tudo - é assim que quero ficar. Porque se eu olho pros outros cantos, vislumbro mais do que a vista presente pode alcançar (terror e sensações esquisitas, déjà-vu - deus me livre desse mal, amém). Fogo sopra vento gelado, concebe? Nem eu. Por isso a realidade me chama. Melhor: a consciência (que, como o próprio nome já diz, sabe, conhece, tem propriedade nas reclamações que exclama-proclama) me chama, conversa comigo, me faz entender, me faz prever, tenta me ajudar - colocando à disposição da minha disposição a opção correta (que é aquela que dói menos e que em nada se parece com a loucura do fogo que sopra vento gelado, sem loucuras, sem asneiras, sem merdas - eu quero que não seja mais assim, eu quero a conveniência do que quero).
Sobretudo, existem as teorias subjetivistas, que me colocam no centro do cume do alto da montanha que se chama Responsabilidade - pelo que sou, pelo que serei, e, portanto, pelo que me acontecer (de bom ou de ruim, conforme a minha vontade tenha podido interferir nas consequências da situação). Alta demais essa montanha. Fria e vazia. Lá não me agarro às outras teorias. Só quem me acompanha é Marx (que sapateou em minha cabeça, em cima dela, espancando o crânio com violência sutil - conhecem a parábola do sapo escaldado? Pois é. Quase não percebi a ação destrutiva.), e como ele é morto, na verdade, só o que me acompanha mesmo são as minhas ideias inspiradas em pensamentos alheios (mas, agora que são meus pensamentos, manipulo do jeito que quiser e os adequo ao contexto que considerar mais coerente). Desço de lá porque quero. E quando eu quero é ponto. Ponto. "."
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Sentimentos Absurdos e Cretinos

Eu falei há uns dias que eu controlo a ilusão. Mentira, não controlo. Eu tento, eu finjo, eu forço - mas não dá.
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Olha, se eu tenho que te dizer tantas coisas que a minha tagarelice não me deixou dizer, se eu tenho que te olhar de um jeito que eu não olho (porque fujo porque sou covarde porque tenho medo), se eu digo coisas estúpidas, se eu não sei bem como agir, se eu não controlo alguns impulsos; me desculpa - é porque eu acho que gosto de você. Debaixo de tantas luzes, com o véu espesso de ambientes inebriantes - porém densos - e sonoros, eu me sinto acuado, invadido.
Eu me sinto bem distante daquilo que idealizo: pessoa totalmente independente, controladora de sua vida e das situações que deseja para si. O ridículo é ter que assumir o absurdo de sentimentos que não sei, mas que existem e me fazem debochar do meu sentir incontrolável, bobinho e facilmente enganável. Por uns dias de instabilidade divertida e alucinação cretina, eu me rendi (a redenção pra mim é laranja). Eu me rendi à minha consciência, porque não minto para mim - dessa ilusão eu me livrei.
É fogo-fátuo? É outra coisa como carência ou saudade do sentimento? É impossível a extensão de algo banal e imaturo. Porque eu penso nas coisas com alguma praticidade porque preciso me defender, mostrar que as minhas quotas de obstinação são realmente generosas, eu penso que é impossível. Pena que eu não sou minha consciência, pena que eu não aplico todas as minhas teorias - o que digo é que não evito, não porque não gostaria, mas porque não posso, não tenho forças e, principalmente, não me engano. Aconteceu o que minhas atitudes premeditaram há algum tempo (bem específica, quase planejadamente, tiro quase certeiro, não fosse o incoveniente da falta de controle e tudo o mais que eu penso e não sei dizer) e eu devo esquecer. É a ordem mais aceitável dentro de um raciocínio sensato. Mas eu nem sempre sou sensato. Eu contradigo as minhas vontades por um simples fato: sensatez e paixão caminham (sempre) separadas.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Existem alguns tipos de sentimentos que não são bem vindos. Um desses sentimentos é o de insatisfação. Principalmente quando existe sem prerrogativas, ela reina por si e pela sua própria grandeza - não interessam as necessidades de seus vassalos, não interessam as necessidades alheias, nada que possa ser externo à sua magnitude pode, de maneira alguma, interferir em seu reinado. No meu caso, ela tem personalidade forte, própria de quem tem a independência como marca de atitude. Independência que é, digamos, um ultraje ao bom senso: a sua presença interfere em qualquer explicação racional que se poderia tentar ousar para justificar sua atuação. O que digo, portanto, é que ela existe e tem uma força tão intensa que não precisa (ou não quer) detalhar o processo que a trouxe até aqui - por mais que eu insista em dizer que sua vinda é inconveniente e me faz sentir um desconforto-culpa (assim, palavra composta, que é capaz de significar o que quero). Outra coisa que não gosto é culpa. Sentimento culpa é um peso e atrapalha o andamento do dia da gente: é como um acidente (no qual estamos envolvidos e somos os causadores) planejado (porque a culpa nunca é acidental: se ela existe, obrigatoriamente, deriva de uma causa que poderia ter sido evitada por atitude cautelo-parcimoniosa).
E, sinceramente, concluo que esses pensamentos têm passagem porque o ócio lhes permite o acesso irrestrito. Como pessoa objetiva e prática que sou, vou acabar com isso de vez.
domingo, 9 de agosto de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Ilusão não me engana mais.
Corro, corro, corro, contra, corro, todas, corro, as, corro, coisas, corro, que, corro, me, corro, fazem correr.
Corroer, corro contra tudo corro.
Doença é deixar corroer um ego apodrecido que não aprende com os erros, corro disso e doutras coisas mais.
Por exemplo, corro muito ao encontro daquilo que desejo e acho benéfico: corro e encontro. A gente sempre encontra o que procura, corriqueira máxima que deveria se chamar mínima (muita sabedoria em poucas palavras, mínima) ou coisa que o valha.
Quando corremos, vamos mais rápido (quando corroemos também).
Por isso eu corro.
Corro contra a cegueira absoluta que me persegue (às vezes ela me alcança);
Corro fugindo da verdade inteira (ela é a maior mentira);
Corro com medo do tempo (ele maltrata a vaidade e faz penar o pesar da saudade);
Corro para casa, meu seguro me aguarda (minha escolha é sempre a mais certa);
Corro das discrepâncias – do pensamento e da ação -, das feridas que não cicatrizam – traumas de infância, tumores malignos acumulados na ponta da língua, sentimentos que não nos deram e, provavelmente, não nos darão -, corro dos dilemas inúteis – existencialismo demais cansa a minha (pouca) beleza -, das fantasias insistentes – elas também me cansam -, corro das mentiras e de muita verdade, corro do medo, corro do medo de ter medo, porque isso é um caos e eu não entendo mais nada.
E quem disse que alguém entende de alguma coisa? Eu já disse que a ilusão me pega às vezes, ela me pegou agora.
Porque eu vivo nela
Não quer dizer que eu
Concorde com ela.
Eu preciso dela,
Mas não admito.
Corro, corro, corro, contra, corro, todas, corro, as, corro, coisas, corro, que, corro, me, corro, fazem correr.
Corroer, corro contra tudo corro.
Doença é deixar corroer um ego apodrecido que não aprende com os erros, corro disso e doutras coisas mais.
Por exemplo, corro muito ao encontro daquilo que desejo e acho benéfico: corro e encontro. A gente sempre encontra o que procura, corriqueira máxima que deveria se chamar mínima (muita sabedoria em poucas palavras, mínima) ou coisa que o valha.
Quando corremos, vamos mais rápido (quando corroemos também).
Por isso eu corro.
Corro contra a cegueira absoluta que me persegue (às vezes ela me alcança);
Corro fugindo da verdade inteira (ela é a maior mentira);
Corro com medo do tempo (ele maltrata a vaidade e faz penar o pesar da saudade);
Corro para casa, meu seguro me aguarda (minha escolha é sempre a mais certa);
Corro das discrepâncias – do pensamento e da ação -, das feridas que não cicatrizam – traumas de infância, tumores malignos acumulados na ponta da língua, sentimentos que não nos deram e, provavelmente, não nos darão -, corro dos dilemas inúteis – existencialismo demais cansa a minha (pouca) beleza -, das fantasias insistentes – elas também me cansam -, corro das mentiras e de muita verdade, corro do medo, corro do medo de ter medo, porque isso é um caos e eu não entendo mais nada.
E quem disse que alguém entende de alguma coisa? Eu já disse que a ilusão me pega às vezes, ela me pegou agora.
Porque eu vivo nela
Não quer dizer que eu
Concorde com ela.
Eu preciso dela,
Mas não admito.
Doença Sexualmente Transmissível – um tipo que te faz coçar
Os meus ídolos só existem nas memórias externas que mantenho.
Ainda.
As minhas forças multiplicam os talentos que gostaria de ter, mas não tenho.
Ilusão.
Assustado com os sons que não entendo, perdido no caminho que desenho, não sei, realmente, não sei.
E como a poesia está aqui, tomando café comigo, eu confundo, eu amargo, eu sofro
Dores
dramas.
É o que faz pensamento diferente, pensamento especial.
E por falar em individualismo, ando me achando
esquisito: são tão grandes os passos que não acompanho o meu ritmo – vou ficando pra trás.
Porque não ando pra trás também não significa que ando pra frente, que me acompanho, que entendo tudo o que acontece, que sei exatamente o destino
que desejo.
A porcaria do horizonte que admito me enobrece tanto que
viro estátua, mito – admiram, mas não chegam perto.
Nem um pouco próximos de entender as tendências que me fazem especial e descrente do que me é alheio.
E por falar em amor, ando meio distraído, ando meio desligado, ando meio frio, meio quente, ando morno.
Chato
é um tipo de pulga que te faz coçar, mas não dá em bicho
(se bem que eu já vi de tudo),
só dá em gente.
É um mal agudo, uma doença sexualmente transmissível, um horror (eu que sou virgem e tudo já peguei uma vez). Também, com todas as exigências é difícil copular.
Porque o amor é lindo não quer dizer que eu o queira.
Ainda.
As minhas forças multiplicam os talentos que gostaria de ter, mas não tenho.
Ilusão.
Assustado com os sons que não entendo, perdido no caminho que desenho, não sei, realmente, não sei.
E como a poesia está aqui, tomando café comigo, eu confundo, eu amargo, eu sofro
Dores
dramas.
É o que faz pensamento diferente, pensamento especial.
E por falar em individualismo, ando me achando
esquisito: são tão grandes os passos que não acompanho o meu ritmo – vou ficando pra trás.
Porque não ando pra trás também não significa que ando pra frente, que me acompanho, que entendo tudo o que acontece, que sei exatamente o destino
que desejo.
A porcaria do horizonte que admito me enobrece tanto que
viro estátua, mito – admiram, mas não chegam perto.
Nem um pouco próximos de entender as tendências que me fazem especial e descrente do que me é alheio.
E por falar em amor, ando meio distraído, ando meio desligado, ando meio frio, meio quente, ando morno.
Chato
é um tipo de pulga que te faz coçar, mas não dá em bicho
(se bem que eu já vi de tudo),
só dá em gente.
É um mal agudo, uma doença sexualmente transmissível, um horror (eu que sou virgem e tudo já peguei uma vez). Também, com todas as exigências é difícil copular.
Porque o amor é lindo não quer dizer que eu o queira.
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